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| | Roteiros Turísticos | | Página: [1] 2 | IGREJA DA NOSSA SENHORA DA NAZARÉ
|  Foi mandada construir em 1664, pelo então Governador de Angola, o português André Vidal de Negreiros.
Reza a história que o Governante construiu o templo, em cumprimento de uma promessa que fizera à Santa Nazaré caso o salvasse de um naufrágio.
A história conta que Negreiros navegava do Brasil para Angola, onde devia assumir as funções de Governador, quando o barco em que seguia foi surpreendido por uma tempestade.
Vento, chuva e trovoadas conjugaram-se para destruir o pequeno barco, arrastando-o para o fundo do mar.
Nesse momento, André Vidal Negreiros pediu à Nossa Senhora de Nazaré que caso o salvasse mandaria construir uma templo a seu favor. E o milagre aconteceu: o governante foi salvo por dois tripulantes.
Posto em Luanda, Negreiros cumpriu a promessa: aqui está a Igreja da Nossa Senhora de Nazaré.
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| IGREJA DA NOSSA SENHORA DO CABO
| Uma das primeiras Igrejas mandadas construir em Luanda por Paulo Dias de Novais, em meados do século XVI. Alias, o desembarque de Novais a Ilha do Cabo com uma caravana ocupacionista, integrada por militares e sacerdotes justificava a edificação imediata de um forte, para a tropa, e Igrejas para a envagelização do nativo.
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| POÇO DA MAIANGA DO REI
| Este Poço serviu, durante cerca de três séculos, para o abastecimento de água potável aos Departamentos de Estado de então.
Portanto, desde os meados do século XVII até princípios do século passado, os diversos sectores do clero eram abastecidos de água potável a partir deste poço.
A designação "POÇO DA MAIANGA DO REI" deve-se, exactamente, à sua ligação ao poder, isto é, ao Rei e seus colaboradores mais próximos. Este facto distinguia este poço do outro que abastecia água a população, "O POÇO DA MAIANGA DO POVO".
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| MUSEU DA ESCRAVATURA
|  Este edifício foi construído no século XVIII. Era, na época, residência de um fidalgo português, o almirante Álvaro de Carvalho Matoso.
O edifício, para além de residência, possuía no seu interior uma capela e um aposento para brasões. A sua volta existia um quintalão, onde os escravos aguardavam pelo embarque, essencialmente, para o continente Americano. A capela servia para baptizar os escravos, isto é cristianizá-Ios antes do embarque.
Este edifício continuou a servir de local de trânsito e embarque de escravos angolanos até 1836, altura em que as potências europeias começaram a condenar esta prática.
Depois da Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, este edifício é transformado em Museu Nacional da Escravatura.
Tem no seu interior uma parte significativa de instrumentos utilizados na altura do tráfico, pinturas que retractam a escravatura e todo um conjunto de peças que dão forma ao acervo histórico-cultural de museu.
O valor do seu acervo, adicionado a localização do museu à beira mar, com lindas praias, têm sido motivos suficientes para visitas constantes de nacionais e estrangeiros.
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| FORTALEZA DE S. PEDRO DA BARRA
| Tal como a Fortaleza de S. Miguel, esta também foi erguida para defender a cidade de Luanda de incursões militares de outras potências coloniais, sobretudo, durante a vigência do tráfico de escravos.
A construção deste forte foi interrompida inúmeras vezes. Daí a sua conclusão ter durado vários anos.
Desde a sua edificação até aos nossos dias, este monumento conheceu distintas fases históricas de evolução e aproveitamento.
Para além da função defensiva, a fortaleza de S. Pedro da Barra serviu de albergue de escravos. Mais tarde serviu de acampamento da mocidade portuguesa.
Em 1961, quando os angolanos iniciaram a Luta Armada para a conquista da Independência Nacional, a potência colonizadora, Portugal, respondeu a este acto com prisões massivas dos nativos. Nesta altura a fortaleza passou a ser a terceira prisão de Luanda, onde os nacionalistas angolanos eram encarcerados, antes de serem deportados para os campos de trabalho forçado.
Actualmente a Fortaleza de S. Pedro da Barra é um monumento nacional que recebe inúmeras visitas de nacionais e estrangeiros, pela sua dimensão histórico-cultual.
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